Uma velhinha que mora na minha rua sempre me causou um misto de simpatia, curiosidade e aversão. Ela anda devagar, com passinhos curtos e meio inseguros. Faz aquele tipo que a gente só vê na roça. Mulher com bigode, barba, óculos grossos e linguajar um pouco chulo. Costuma estar na porta da garagem quando saio pela manhã, esperando uma chance de entrar e conversar com a costureira que tem um atelier no porão. Não sei se ela não se arrisca a chamar, não sei se a costureira finge não escutar, não sei se ela chama em tom muito baixo. Fato é que muitas vezes, quase sempre atrasado, fico um pouco impaciente e sem graça de abrir o portão, esperar com que ela me dê espaço para abrir as abas de aço que fecham a calçada, dando seus curtos passinhos em marcha-ré e, depois permitir sua entrada sem ter autorização da costureira. Às vezes acho que ela fica me esperando. Talvez para entrar sem autorização… não quero pensar em outros motivos…
Arquivados do mês fevereiro 2009
Está (quase) tudo pronto pra edição da Revestir 2009: expositores, coleções, produtos. Detalhes. Durante quatro dias a Mozaik vai marcar, pela segunda vez consecutiva, seu espaço junto aos grandes produtores de revestimentos na feira internacional de maior expressão no meio. Os anos 70 serviram de inspiração para cerca de 25 novos produtos (entre as reedições de linhas anteriores) que trazem, seja em suas curvas, formas gemoétricas ou através das técnicas para tratar o material, referências que vão do romantismo dos hippies ao ativismo do movimento punk e para criar o clima setentista, os designers da Mozaik criaram um ambiente que remonta a uma das fases mais emblemáticas e festivas da década.
A Revestir acontece entre os dias 24 e 27 de março, em São Paulo, na Transamérica Expo Center, sempre de 10: 00 às 19: 00 horas.
Pra entrar nos anos 70 sem perder as referências contemporãneas, o blog volta também ao passado e termina esse post com uma pista do que a Mozaik vai levar pra Feira.
Até lá!
Me aproprio do já conhecido termo ghost writer para explicar – com um pouco de analogia e um tanto de antagonismo - nosso funcionamento em alguns casos das artes visuais. Ghost writer (escritor fantasma, em português) é a expressão inglesa que designa o profissional de alto nível técnico, especializado em prestar serviços de redação de textos a outras pessoas que não têm tempo ou habilidade para escrever.O ghost writer trabalha silenciosamente, recebe sua remuneração e depois desaparece para sempre (daí a designação de fantasma) mantendo inviolável o segredo de sua participação naquela obra. A propriedade intelectual da obra fica para a pessoa que o contratou e pagou por seus serviços.
Guardadas as enormes diferenças, a Mozaik se assemelharia ao que poderíamos chamar de Ghost Artist em algumas situações. Produzimos para artistas que muitas vezes não dispõem de tempo e/ou recursos tecnológicos para a produção. Por exemplo, executamos projetos, onde o artista ,residindo ou estando fora do país durante o período de produção, somente vê sua obra na montagem ou na abertura da exposição. Partindo às vezes somente de um esboço, uma maquete ou tão somente uma idéia. E isso de maneira alguma tira o mérito do artista. Ao contrário porque, é somente sua a conceituação teórica. Mesmo que a produção, com suas limitações e características, interfira com a questão formal. Obviamente existe muita interação durante o processo de produção, já que nossos meios de comunicação assim o permitem. Leia mais >
