Muita gente ainda estranha, mas os elementos táteis já são de fato uma excelente alternativa para promoção da acessibilidade em edificações, principalmente para o caso de adaptações e reformas.
a Resolução CPA/SPMED-G/015/2008, aprovou em Novembro de 2008 a aplicação de elementos táteis, com os condicionantes pertinentes, notadamente em relação ao contraste que estes devem oferecer em relação ao piso adjacente. Apesar de vigorar apenas no município de São Paulo, esta resolução com certeza influenciará e muito a revisão da norma brasileira de acessibilidade, já que a maior metrópole do Brasil tem sempre a necessidade de se antecipar às questões urbanísticas mais importantes do país. Amplamente utilizados em diversos países, notadamente na Austrália, Nova Zelância e Singapura, os elementos táteis trazem consigo uma reflexão muito interessante – onde o design não é esquecido em detrimento da função para a qual um produto acessível se destina. Nesses países o uso e a legislação já estão bastante evoluídos a tal ponto de estabelecerem até mesmo um valor quantitativo e um método de ensaio para determinação do nível de contraste, baseado na luminosidade medida por um colorímetro. Clique neste link para ver um exemplo de uma empresa Australiana que presta serviços de medição de contraste “in loco“.
Na Figura acima, transcrita da Resolução 015, o que antes eram as bordas do piso tátil, agora são linhas tracejadas que determinam a região de influência do piso tátil. Todas as demais características morfológicas dos domos táteis foram mantidas, e são compatíveis com a NBR 9050.
A norma NBR 9050/2004 que regulamenta em âmbito nacional a acessibilidade em edificações, espaços, mobiliário e equipamentos urbanos está em processo de revisão, sob a Coordenação da Arquiteta Adriana Almeida Prado da CEPAM – Fundação Prefeito Faria Lima.





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