Em 2007 a artista plástica Ana Maria Tavares procurou a Mozaik para desenvolver mais um de seus projetos, famosos por envolver, com apurado senso estético, a tecnologia para exigir soluções de materiais que dialoguem com a arquitetura e o ambiente em que a obra está inserida.
Para a exposição em Tókio, a proposta da artista era levar para a área externa do Toyota Contemporary Art Museum imensas vitórias-régias que flutuassem sobre o espelho d’água de entrada do museu.


arte e interação com a arquitetura e o ambiente
A exposição foi um sucesso; o museu se encarregou de ficar com as peças no seu acervo e a Mozaik apropriou-se das pastilhas triangulares de inox, desenvolvidas para tecer o núcleo das flores aquáticas, para lançar uma linha que reverenciasse as formas e o resultado obtido pelas pastilhas de linhas não convencionais. Assim, surge a Linha Teorema:

Montadas em placas de revestimento ou faixas de acabamento, com combinações com pastilhas de vidro, Teorema é pura homenagem: reverencia a arte, através da própria readaptação do uso da pastilha triangular e dialoga com o cinema italiano dos anos 70: Teorema é um clássico do cineasta Pasolini, produzido em ’68 e que explodiu nos anos 70. Não por acaso, o nome também busca os gregos e seu ideal de perfeição ao nos remeter diretamente ao Teorema de Pitágoras.
Me aproprio do já conhecido termo ghost writer para explicar – com um pouco de analogia e um tanto de antagonismo - nosso funcionamento em alguns casos das artes visuais. Ghost writer (escritor fantasma, em português) é a expressão inglesa que designa o profissional de alto nível técnico, especializado em prestar serviços de redação de textos a outras pessoas que não têm tempo ou habilidade para escrever.O ghost writer trabalha silenciosamente, recebe sua remuneração e depois desaparece para sempre (daí a designação de fantasma) mantendo inviolável o segredo de sua participação naquela obra. A propriedade intelectual da obra fica para a pessoa que o contratou e pagou por seus serviços.
Guardadas as enormes diferenças, a Mozaik se assemelharia ao que poderíamos chamar de Ghost Artist em algumas situações. Produzimos para artistas que muitas vezes não dispõem de tempo e/ou recursos tecnológicos para a produção. Por exemplo, executamos projetos, onde o artista ,residindo ou estando fora do país durante o período de produção, somente vê sua obra na montagem ou na abertura da exposição. Partindo às vezes somente de um esboço, uma maquete ou tão somente uma idéia. E isso de maneira alguma tira o mérito do artista. Ao contrário porque, é somente sua a conceituação teórica. Mesmo que a produção, com suas limitações e características, interfira com a questão formal. Obviamente existe muita interação durante o processo de produção, já que nossos meios de comunicação assim o permitem. Leia mais >