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Sobre muros e mosaicos

Nos Estados Unidos o álbum ocupa o 3º lugar dos mais vendidos e é raro não vê-lo citado em listas dos mais diversos gêneros. É no final dos anos setenta que Pink Floyd lança The Wall,  disco duplo que traz a envolvente história do anti-herói que constrói um abrigo em si mesmo para escapar da sociedade que o reprime e o maltrata.

O muro que separa sua vida interior dos acontecimentos reais, além de dar título ao álbum e à sua continuação, batiza o filme e ganha ainda mais força através do artista Gerald Scarfe (sua página, incrivelmente, não traz a capa famosa) que assina todas as ilustrações e é o autor de uma das capas mais famosas do rock’n roll.

The_Wall_Pink_Floyd

E antes que você pergunte o quê Pink Floyd tem a ver com a Mozaik

brick

Linha Brick:pastilhas de aço inox de 3 x 3 cm montadas na disposição de tijolos: inspiração que veio da simplicidade das linhas da capa do ‘álbum branco’ da banda que criou e derrubou o muro que separava o sujeito da sociedade repressora e autoritária da época.

Somos ghost artists?

Me aproprio do já conhecido termo ghost writer para explicar  – com um pouco de analogia e um tanto de antagonismo -  nosso funcionamento em alguns casos das artes visuais. Ghost writer (escritor fantasma, em português) é a expressão inglesa que designa o profissional de alto nível técnico, especializado em prestar serviços de redação de textos a outras pessoas que não têm tempo ou habilidade para escrever.O ghost writer trabalha silenciosamente, recebe sua remuneração e depois desaparece para sempre (daí a designação de fantasma) mantendo inviolável o segredo de sua participação naquela obra. A propriedade intelectual da obra fica para a pessoa que o contratou e pagou por seus serviços.

Guardadas as enormes diferenças, a Mozaik se assemelharia ao que poderíamos chamar de Ghost Artist em algumas situações. Produzimos para artistas que muitas vezes não dispõem de tempo e/ou recursos tecnológicos para a produção. Por exemplo, executamos projetos, onde o artista ,residindo ou estando fora do país durante o período de produção, somente vê sua obra na montagem ou na abertura da exposição. Partindo às vezes  somente de um esboço, uma maquete  ou tão somente uma idéia. E isso de maneira alguma tira o mérito do artista. Ao contrário porque, é somente sua a conceituação teórica. Mesmo que a produção, com suas limitações e características, interfira com a questão formal. Obviamente existe muita interação durante o processo de produção, já que nossos meios de comunicação assim o permitem.  Leia mais >